Em meio a debates recentes sobre os rumos da saúde mental no município, é importante separar percepção de realidade e analisar, com responsabilidade, o que de fato vem sendo construído na rede pública de saúde.
A atuação da Prefeitura segue uma lógica clara: sair de modelos pontuais e avançar para uma estrutura mais robusta, integrada e resolutiva. Um dos exemplos mais evidentes dessa mudança é a inauguração do Centro Unificado de Saúde Virgem Manoelina, que ampliou significativamente a capacidade de atendimento e reorganizou os serviços com foco em eficiência e alcance à população.
Dentro dessa estratégia, a gestão optou por investir em especialidades médicas que atendem demandas complexas e crescentes. A chegada do neurologista e neuropediatra Dr. Fernando Silveira representa um avanço importante, sobretudo no atendimento de crianças e pacientes com transtornos neurológicos, uma área historicamente carente em municípios do interior.
Além disso, o município também passou a contar com atendimento em psiquiatria, com a contratação do Dr. Vitor Hugo. A inclusão desse profissional fortalece diretamente a rede de saúde mental, garantindo acompanhamento clínico adequado, prescrição segura de medicamentos e tratamento contínuo para pacientes que necessitam de cuidado especializado.
Nesse contexto, é necessário esclarecer um ponto que muitas vezes gera confusão: o papel do psicanalista. A psicanálise é uma abordagem terapêutica reconhecida e importante dentro do campo da escuta e do acompanhamento emocional. No entanto, diferentemente de médicos psiquiatras ou psicólogos clínicos, a atuação como psicanalista não exige, obrigatoriamente, formação acadêmica tradicional em nível superior, podendo ocorrer por meio de formações livres em instituições específicas.
Isso não diminui sua relevância, mas ajuda a compreender por que a gestão pública, ao estruturar uma rede de saúde, precisa priorizar profissionais com formação regulamentada e capacidade de atuação clínica mais ampla, especialmente em casos que envolvem diagnósticos complexos e necessidade de intervenção medicamentosa.
O movimento observado no município aponta justamente para esse avanço: sair de soluções isoladas e caminhar para uma rede estruturada, com profissionais especializados, protocolos definidos e capacidade real de atendimento.
Os interessados em acessar os novos serviços devem procurar a Central de Marcação de Consultas, que organiza o fluxo e garante que os atendimentos ocorram de forma ordenada e eficiente.
Mais do que responder a críticas ou narrativas superficiais, os investimentos recentes demonstram uma escolha clara de gestão: trabalhar com planejamento, responsabilidade e foco em resultado. Em vez de medidas pontuais que geram repercussão imediata, a administração aposta em կառուցção sólida, com impacto direto na vida da população.
Porque, no fim, saúde pública não se mede por barulho — se mede por atendimento que chega, cuidado que continua e resultado que aparece.
Fonte: Portal vertentes




