A semifinal do Campeonato Classista terminou com um episódio lamentável fora das quatro linhas. Já nos minutos finais — após a definição da vitória do Fita Azul — uma confusão envolvendo torcedores exigiu a intervenção da Polícia Militar, que precisou agir para conter os ânimos, inclusive com o uso de spray de pimenta.
Segundo informações apuradas, o tumulto teria sido iniciado por um grupo isolado ligado à torcida do Tupanuara. A ação rápida evitou que a situação tomasse proporções maiores, mas as cenas registradas destoam do clima que predominou durante quase toda a partida.
E é justamente isso que fica: o contraste.
Dentro de campo e nas arquibancadas, o espetáculo foi digno de decisão. Recorde de público, festa bonita e um Fita Azul (FAEC) que deu exemplo de postura, entrega e apoio do início ao fim. A equipe não só buscou a virada com autoridade, como contou com uma torcida que empurrou e fez a diferença — no incentivo, na energia e no respeito.
O episódio no fim é, sem dúvida, digno de lamentação. Mas não pode — e não deve — apagar o que foi construído ao longo do jogo: uma semifinal vibrante, com cara de futebol raiz, onde o Fita Azul mostrou por que chega forte à decisão.
Que o registro sirva de alerta. E que o exemplo dentro de campo e nas arquibancadas do FAEC seja o que prevaleça daqui pra frente.



